quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Pararelismo Irónico

Hoje quando acordei e abri a janela, olhei para a encosta que se ergue defronte da minha janela e vi que estava mais verdejante, assim como a flor do meu escasso jardim que rejubila ao som do chorar do céu. Tudo isto se calhar já estava assim ontem ou na semana passada, se calhar passei a minha vida toda sem reparar nisto tudo, talvez nunca tenha reparado em mim, é um hábito, assim como há palavras que não precisam de imagem, há pessoas que são ridículas ao ponto de uma boa ideia não passar de um devaneio ridículo de alguém que tende em extinguir-se como as cartas de amor.


Terei falado nisto porquê? Adiante, talvez haja coisas que me tenham passado despercebidas durante toda a vida, assim como eu de mim mesmo, não interessa porque tudo na vida se transforma em tédio. Por isso é que gosto do nevoeiro, pois a mansidão que ele imprime faz-me esquecer a realidade, a escuridão é apenas a inquietação da inspiração de mais um ridículo.

Um dia vou ter que te cortar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A Decadência da Vida

Já nada é como dantes,

Já nem sei conjugar o verbo acreditar

Por todos aqueles distantes

Que me fizeram esquecer de sonhar.

A tentação de ser feliz

Era maior do que a verdade,

Mas o que a escuridão me diz,

O que foi bom morreu com a idade.

Tenho medo de acordar,

É um pesadelo adormecer

Sem me conseguir lembrar

O que o teu nome me fez sofrer.

Tudo poderia ser melhor senão existisse,

Senão estivesse sempre cá para me lembrar

De tudo o que eu disse

Vai morrer com o teu amar.

Quando tentei criar uma vida nova

Não consegui distinguir a realidade da ilusão

E agora que sinto que não sei viver nela

Desisti de ser lembrado por aqueles que têm bom coração.

Afinal o que sou? O que se passou?

O que poderia ser? O que queria ser?

Afinal nada aconteceu e ainda me mostrou

O que eu nunca poderia ser.

Cansei-me disto tudo,

De viver assim, sem conseguir acordar

E ser igual a tanta gente.

Não é feliz,

Era apenas acreditar que sou.

sábado, 12 de setembro de 2009

A Esperança também tem Cor

I Wish I Was Special, So Fucking Special.
I Wish I Was Special, So Fucking Special.
I Wish I Was Special, So Fucking Special.
I Wish I Was Special, So Fucking Special.

I Wish I Was Special, So Fucking Special.
I Wish I Was Special, So Fucking Special.
I Wish I Was Special, So Fucking Special.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Consumismo Global


Amanhã será sempre amanhã e hoje só foi hoje, ou só foi mais um hoje que será um ontem igual a tudo que já não é igual. Não sonhei isto, mas também ainda não consegui resolver. A minha escrita entrou em coma e já nem o movimento a comove para voltar a ser interessante do ponto de vista anímico ao meu alter-ego megalómano. Tudo está a morrer, eu próprio um dia, quem sabe se irei para um lugar melhor, deixarei o Mundo e nele só ficará guardado apenas mais um nome, aquele que nuca ouviu um Obrigado. Não importa, será somente mais um nome.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Happy Birthday to Me

We don't talk about love we only want to get drunk
And we are not allowed to spend
As we are told that this is the end.

Dead i am the sky, watchin angels cry.

Today is not greatest day.

Til i finally died,
Which started the whole world living.

I'm so ugly but that's okay.

Happy Birthday Luís.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Um Tiro no Coração

O vento corria pela estrada fora e a chuva galopava pelo alcatrão acima, todos se reuniam à frente de minha casa para me ver acordar. Não me apetecia abrir os olhos porque se todas as pessoas olhassem para o Mundo da mesma maneira, a escuridão que nele abundaria faria o sol parecer inútil e ele hoje não veio, deduzo que esteja chateado.
Saio à rua e vejo tanta gente a sorrir, como é que eles conseguem? A mim já não me apetece o fazer, deixou de fazer sentido, como deixa de fazer sentido gostar das pessoas que nos ignoram. Tantas vezes que adormeci arranjando desculpas para o seu silêncio, tantas vezes que pensei ser importante para alguém e agora vejo o vazio.
Já nada faz sentido, aliás nunca fez, somente quis acreditar na mentira para tentar ser feliz. O meu coração é um alvo para o esquecimento, está a morrer...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Descarga da Aflição

A raiva é alimentar
O desejo de eu voltar,
Porque eu estou perdido
E tu gritas ao meu ouvido
Que já não sou querido,
Nem se quer fiquei comovido
Na esperança de partir
Para te ver sorrir.
Mais do que não te querer ver
Foi saber que tinha de ser.
Pedes-me para mudar,
Quando não te consigo esquecer,
Nem te matar no meu sonhar
Para te conseguir dizer
Adoro-te.
Não me queres assim?
Então é o meu fim.
Quando a noite escureceu
Perguntei porquê eu?
Quando tudo parecer maior
Ninguém esconderá a dor
E tudo se mostrará
Como a queda do nosso amor.
Deixei de poder sonhar
Com o teu beijo ao acordar,
Deixei de acreditar que tu ias voltar,
Porquê? Simplesmente me lembrei que te esqueces de mim.
Afinal, o que faço eu aqui
Com o coração manchado de sangue?